Caminhada ajuda a combater depressão

Post por MinhaVida

 

Uma simples caminhada pode ter um papel positivo no combate à depressão, afirmam pesquisadores da Universidade de Stirling, na Escócia. Estudos anteriores já demonstravam que exercícios vigorosos poderiam aliviar os sintomas da depressão, mas este é o primeiro que analisa com profundida o impacto de atividades leves sobre a doença.

A pesquisa, publicada na revista científica Mental Health and Physical Activity, teve a análise de oito pesquisas anteriores, com um total de 341 pacientes. Segundo os pesquisadores, caminhar é uma forma de intervenção efetiva contra a depressão, mas ainda não se sabe exatamente como os exercícios ajudam no combate à doença.

Os autores acreditam que a atividade física pode funcionar como uma distração dos problemas, dando uma sensação de controle e liberando hormônios, como a serotonina, responsável pelo bom humor. No entanto, ainda há questões sobre a duração, a velocidade e o local onde a caminhada deve ser realizada que precisam ser estudadas mais a fundo.

Combata seis transtornos emocionais com exercícios

Quando sentimentos a raiva e a tristeza baterem à porta, a primeira reação pode ser pensar que não há muito que fazer além de respirar fundo e esperar passar. Porém, pesquisas científicas comprovam que a prática de exercícios físicos pode ajudar – e muito – a prevenir ou até mesmo tratar problemas que afetam as emoções. “A atividade física pode combater a depressão, aumentar a libido e até melhorar a autoestima”, afirma o educador físico Fábio Miranda, coordenador do Centro de Wellness do Instituto Wilson Mello, em Campinas.

Depressão

Segundo Fábio Miranda, a atividade física proporciona distração e convívio social, além de liberar substâncias como endorfina e serotonina, responsáveis por melhorar o humor. “Praticar esportes, seja de curta ou longa duração, causa bem-estar mental e melhora psicológica na maioria das pessoas”, afirma o educador físico. Bastam 15 a 30 minutos de exercícios em dias alternados para sentir os efeitos positivos.

Ansiedade

Pesquisadores da Southern Methodist University, nos Estados Unidos, descobriram que pessoas com um quadro clínico de ansiedade podem ter os sintomas reduzidos com atividade física de intensidade moderada – 150 minutos de prática por semana. O educador físico e fisiologista do exercício Gustavo Lopes, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), afirma que a concentração no treino ajuda a esquecer, por algum tempo, os problemas geradores de ansiedade.

Pânico

Uma pesquisa feita pela Universidade de Goettingen, na Alemanha, e publicada na revista Psychosomatic Medicine analisou pessoas com síndrome do pânico que apresentaram melhoras significativas nos sintomas depois de fazer exercícios aeróbicos todos os dias, durante três semanas. Segundo os pesquisadores, o benefício ocorre por conta da liberação de hormônios como a endorfina, que tem efeito calmante sob o organismo.

Estresse

Se você sabe que vai ter um dia ruim, a primeira coisa que deve fazer é colocar roupa de ginástica e investir em exercícios vigorosos. Esse é o conselho dos pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. No estudo, apenas 75 minutos por semana de atividade física vigorosa contribuíram para um menor desgaste cerebral decorrente do estresse.

Autoestima

Pesquisadores da East Carolina University, em Greenville, Carolina do Norte, descobriram que um treinamento de força proporciona melhoras significativas no autoconhecimento e na autoestima, principalmente porque melhora o físico e faz a pessoa sentir-se bem com o corpo.

Transtorno de estresse pós-traumático

Uma pesquisa preliminar da Universidade de Hofstra, em Nova York, sugere que o exercício aeróbico pode ajudar a reduzir os sintomas de estresse pós-traumático. Segundo os dados do estudo, as pessoas que foram diagnosticadas com o transtorno apresentam melhoras e até a cura dos sintomas após oito semanas de atividade física.

O fisiologista Gustavo Lopes explica que essa relação é a mesma que acontece nos casos de ansiedade e depressão: “A liberação de hormônios responsáveis pelo bem-estar, o fato de esquecer os problemas e a disposição para se exercitar impulsionam a pessoa a superar dificuldades psíquicas, como o estresse pós-traumático”.

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