[olimpíadas] Após contas e suspense, Brasil passa fácil pela Sérvia, avança e pega a Rússia

Para o time que é o atual campeão olímpico, avançar para a segunda fase não parecia ser das tarefas mais complicadas. Mas depois de ter grandes dificuldades no grupo B, a seleção brasileira feminina de vôlei passou fácil pela Sérvia, contou com a combinação de resultados necessária e garantiu a quarta e última vaga entre as oito melhroes do torneio olímpico.

Nesta última rodada, a melhor notícia para o Brasil foi a vitória dos Estados Unidos sobre a Turquia, o que manteve as brasileiras dependendo apenas das próprias forças. Ainda mais depois de ver a China fazer 3 a 2 na Coreia do Sul mais cedo e o resultado classificar as duas equipes asiáticas. Na sequência, a tarefa mais tranquila foi fazer 3 sets a 0 na Sérvia, com parciais de 25-10, 25-22 e 25-16.

Com isso, depois de vencer a Turquia, perder para Estados Unidos e Coreia do Sul e vencer a China, a seleção chegou a terceira vitória e ficou na quarta posição, atrás de norte-americanas, chinesas e sul-coreanas. A rival nas quartas de final será a líder do grupo A, a Rússia, que venceu os cinco jogos que disputou até aqui em Londres.

No grupo A, Itália, Japão e República Dominicana também avançaram. Primeiro colocado de um grupo pega o quarto do outro, e os segundos e terceiros colocados são sorteados em condições iguais para a definição dos confrontos.

Diante das russas, o último encontro por grandes competições aconteceu em 2011, no Grand Prix, quando o Brasil passou pelas rivais por 3 a 0 antes de perder a final para os EUA. Na Olimpíada de 2008, novo 3 a 0 brasileiro, este na fase de grupos em Pequim.

Mas foi em Atenas, 2004, que o Brasil fez talvez o jogo mais traumático da história contra a Rússia. Na semifinal, o Brasil abriu 2 sets a 0 e parecia encaminhar a vaga na final com tranquilidade, mas acabou perdendo o terceiro por 25-22. No quarto, a história: o Brasil teve seis match points, mas acabou permitindo a virada (28-26) e depois perdeu o jogo no tie-break (16-14). “É difícil explicar o inexplicável”, disse, na época, o técnico José Roberto Guimarães.
A Rússia, apesar da grande campanha nesta Olimpíada, ficou fora do Grand Prix deste ano e da Copa do Mundo do ano passado, não cruzando, portanto, com o Brasil.
Fonte: ESPn
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