Cientistas “rejuvenescem” músculos velhos

As décadas passam, os cabelos ficam brancos ou caem e os músculos já não têm o mesmo vigor da juventude. Enquanto tinturas e tratamentos contra a calvície podem ajudar a esconder a idade, quando se trata de manter a força muscular a situação é mais complicada: mesmo com exercícios regulares, os músculos perdem a força conforme a pessoa envelhece.

Para entender o que está por trás desse enfraquecimento, um grupo de pesquisadores analisou as células musculares de ratos velhos e, além de descobrir a raiz do problema, encontraram uma solução – ao menos quando se trata desses animais.

“Estepe” muscular

Dentro dos músculos há “reservatórios” de células-tronco, ativadas por exercícios ou ferimentos para reverter os danos. Quando é necessário, elas se dividem e se transformam em novas fibras musculares. Ao final, algumas se multiplicam para manter o “reservatório” e permitir que o músculo se recupere mais vezes.

Ao analisar as células musculares das cobaias mais velhas, os pesquisadores perceberam que restavam poucas células-tronco, o que explicaria por que os músculos vão perdendo a capacidade de se regenerar com o passar do tempo. Contudo, restava a dúvida: por que as células-tronco ficavam escassas?

A equipe encontrou nas amostras níveis elevados da proteína FGF2, que estimula a divisão das células-tronco e é, portanto, essencial para o processo de regeneração muscular. Durante as análises, porém, os pesquisadores perceberam que a proteína estimulava as células-tronco mesmo quando não era necessário, literalmente desperdiçando as “reservas”.

Depois de descobrir o problema, os pesquisadores encontraram uma forma de inibir parcialmente a ação da FGF2: injetando uma substância química diretamente nos músculos das cobaias. Com isso, evitaram o desperdício das células-tronco.

“Ainda estamos distantes de prevenir ou reverter o dano muscular em humanos mais velhos, mas esse estudo revelou pela primeira vez um processo que pode ser responsável pelo desgaste muscular relacionado ao envelhecimento, o que é muito promissor”, destaca o pesquisador Albert Basson, do King’s College London (Inglaterra). Algum dia, é possível que sejamos capazes de “rejuvenescer” músculos. “Se pudermos fazer isso, será possível dar às pessoas a chance de viver com mais mobilidade e independência conforme elas envelhecem”.

O próximo passo da equipe é analisar se o mesmo mecanismo descoberto nas cobaias está por trás do desgaste muscular em seres humanos.

Fonte: [ScienceDaily] via HypeScience

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